O Governo afirmou ao Fundo Monetário Internacional (FMI) que continua «ativamente» a procurar compradores para o grupo TAP, «como um todo», e que prevê relançar a privatização este ano.

«A venda da companhia aérea, a TAP, no entanto, permanece em espera», lê-se no memorando de políticas económicas e financeiras, com data de 28 de março, e que acompanha o relatório do FMI sobre a 11.ª avaliação ao programa de ajustamento português, hoje divulgado.

«Continuamos a procurar ativamente compradores para o grupo como um todo e esperamos relançar o processo [de privatização] no decorrer deste ano», acrescenta o Governo.

Assim, o executivo assegura que pretende privatizar a TAP SGPS, o que inclui a empresa de manutenção no Brasil (ex-VEM).

O negócio da aviação da TAP, a TAP S.A., registou um lucro de 34 milhões de euros em 2013, uma subida de 42% em relação a 2012, completando cinco anos consecutivos de resultados positivos. Os resultados da TAP SGPS referentes a 2013 ainda não são conhecidos.

O Governo pediu aos assessores financeiros da privatização da TAP uma atualização da avaliação da companhia aérea, que deverá ser conhecida este mês, disse o secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações, Sérgio Monteiro, à Lusa a 21 de março.

O Governo recusou, em dezembro de 2012, a proposta de compra da TAP feita pelo grupo Synergy, detido pelo empresário colombiano Germán Efromovich, o único concorrente à privatização da companhia aérea nacional.

A venda está suspensa desde então e, no Orçamento do Estado para 2014, o Governo afirma que «continuará a monitorizar as condições do mercado, por forma a relançar o processo de privatização da TAP logo que estejam reunidas as condições propícias para o seu sucesso».

O FMI concluiu na quinta-feira a 11.ª avaliação ao programa de resgate português, tendo aprovado o desembolso correspondente, de cerca de 851 milhões de euros, depois de o Governo ter cumprido a ação prévia que lhe foi pedida: a apresentação das medidas de austeridade a aplicar em 2015 para fazer baixar o défice para os 2,5% do PIB no próximo ano.