O Governo disse esta quinta-feira que a evolução da dívida das administrações públicas, contabilizada na ótica de Maastricht, se deve manter «em linha com o previsto».

Numa nota enviada às redações, o Ministério das Finanças salvaguarda que «as previsões de evolução da dívida serão revistas durante a próxima missão de avaliação do Programa de Ajustamento», referindo, no entanto, que se espera que «o perfil de evolução do 'stock' de dívida das administrações públicas na ótica de Maastricht nos próximos anos se mantenha em linha com o previsto anteriormente».

A dívida das administrações públicas, na ótica de Maastricht, atingiu os 131,4% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro semestre deste ano, para os 214.573 milhões de euros, de acordo com dados preliminares do Boletim Estatístico do Banco de Portugal divulgados hoje.

Segundo as metas definidas na sétima avaliação da 'troika' a Portugal, a dívida pública portuguesa não deverá ultrapassar os 122,9% do PIB no final de 2013, na ótica de Maastricht, que é utilizada pela 'troika' (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu).

Além disso, as Finanças justificam ainda a subida da dívida das administrações públicas para os 131,4% no primeiro semestre com o facto de o saldo de disponibilidades de tesouraria ter aumentado cerca de três pontos percentuais do PIB neste período.

«Este efeito terá um impacto apenas temporário na evolução da dívida, uma vez que será em grande medida revertido com a amortização da OT 5,45% Set 2013 [Obrigações do Tesouro com maturidade em setembro deste ano], ou seja, já no próximo mês de setembro», refere o gabinete de Maria Luís Albuquerque.