O Banco Central Europeu (BCE) ainda não esgotou os trunfos que pode usar contra a crise do euro, lembrou esta quinta-feira a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), ressalvando que o banco central não pode substituir a consolidação orçamental dos países.

Christine Lagarde, que falava numa conferência organizada pelo banco central da Lituânia, admitiu que «a política monetária não pode substituir tudo o resto que é preciso ser feito» mas lembrou que «ao contrário de muitos outros bancos centrais, o BCE tem espaço de manobra para utilizar quando for preciso e se considerar que é necessário».

Recorde-se que a taxa de juro de referência para a Zona Euro está em 0,5%, um mínimo histórico, mas existe ainda a possibilidade de baixar mais o preço do dinheiro, o que colocará a taxa dos depósitos em valores negativos.

Na mesma conferência esteve Jörg Asmussen, membro do conselho executivo do BCE. Asmussen afirmou que o BCE tem um papel importante no combate à crise, ainda que limitado, porque «não há nada que possa ser feito» em termos de política monetária, se os governos não tomarem as medidas que devem.

Lembrando também que o BCE não se pode substituir às medidas de consolidação orçamental dos governos, Asmussen afirmou que o banco central está «pronto para agir» na ativação do programa de transações monetárias definitivas (OMT na sigla do inglês).