O FMI insiste em cortes de salários no setor privado, para aumentar o emprego. É uma das conclusões do relatório do Fundo Monetário Internacional à penúltima avaliação ao programa de ajustamento português, que diz também que o crescimento da economia e redução do desemprego estão acima das expetativas.

Governo lança novo programa de rescisões na Função Pública até junho

Apesar de os custos laborais terem baixado, foi essencialmente através do congelamento de salários, já que os que sofreram cortes são em menor número. Este retrato contraria a posição do Governo que já várias vezes afirmou que o ajustamento no privado está feito.

Governo e FMI discutem corte nas indemnizações por despedimento sem justa causa

O FMI afirma que a rigidez no mercado de trabalho prejudica o emprego.

Já nas pensões, o relatório defende que são imprescindíveis novas medidas baseadas em critérios claros em função da economia, da demografia e seguindo o princípio da progressividade, medidas que têm data marcada para a última avaliação da troika.

FMI apela a consenso político e alerta para riscos negativos

O FMI alerta ainda que o reacender das tensões políticas é um risco, assim como eventuais chumbos do Tribunal Constitucional ao Orçamento de Estado, já que o Governo poderá optar por medidas de «menor qualidade».

Portas sobre a 11ª avaliação: Portugal cumpriu as suas obrigações

Apesar do apetite dos mercados por dívida soberana dos países do Sul estar a fazer baixar os juros, a instituição alerta que o apetite dos investidores pode mudar.

Já no que toca às rendas excessivas ma eletricidade, o FMI considera que estas continuam a pesar demais no preço e nos portos e os benefícios das reformas não estão a ser passados aos utilizadores.

O FMI confirma a extensão do programa até 30 de junho para que possa avaliar os indicadores económicos e a qualidade das medidas mais recentes.