O Fundo Monetário Internacional (FMI) eliminou na quarta-feira uma regra criada em 2010 que lhe permitiu participar no resgate internacional a Portugal, mas também à Grécia e à Irlanda, apesar das dúvidas sobre a sustentabilidade da dívida desses países.


“Hoje [quarta-feira] o Conselho Executivo do FMI aprovou uma importante reforma no enquadramento legal do acesso excecional aos empréstimos, incluindo a remoção da isenção sistémica que foi introduzida em 2010”, anunciou o porta-voz do FMI, Gerry Rice, em comunicado.


A “isenção sistémica” criou uma exceção na política da instituição sedeada em Washington, que previa que a dívida pública de um país fosse avaliada como tendo “elevada probabilidade” de ser considera sustentável, antes de providenciar assistência financeira num montante que excedesse a quota desse país para o Fundo.