O Fundo Monetário Internacional (FMI) considerou esta quinta-feira que a Grécia não tem problemas prementes de financiamento, apesar do atraso nas negociações com a troika para desbloquear uma nova tranche do empréstimo concedido ao país.

«As necessidades financeiras da Grécia nos próximos meses podem ser resolvidas com recurso à liquidez existente. Não vemos uma grande pressão quanto ao financiamento» do país, declarou Gerry Rice, porta-voz do FMI, em conferência de imprensa.

Na quarta-feira, a 'roika de credores da Grécia - Comissão Europeia, Banco Central Europeu e FMI - terminou uma ronda de conversações em Atenas sem chegar a um acordo com o governo grego que lhe permitisse desbloquear mais uma parte da ajuda concedida ao país, resgatado em 2010 e em 2012.

O impasse nas negociações - que começaram em meados de setembro, foram interrompidas, recomeçaram este mês e agora só deverão ser retomadas no início de dezembro - levou o presidente do Eurogrupo, o holandês Jeroen Dijsselbloem a afirmar que se começa «a perder a paciência» com a Grécia.

O porta-voz do FMI considerou que o atraso nas negociações não surpreende, dada a gravidade da crise económica no país.

«Há questões muito complicadas a resolver em vários domínios e creio que não é surpreendente que isso leve tempo», afirmou Rice, recusando precisar quais os pontos de atrito.

Segundo os media gregos, há ainda divergências, entre outras questões, quanto a novos cortes nas pensões e ao ritmo das privatizações, considerado demasiado lento pela troika.