O Fundo Monetário Internacional (FMI) considera que as ameaças imediatas à Zona Euro foram reduzidas, ainda que se mantenham, sendo agora «imperativo» restaurar o crescimento e emprego, em particular junto dos jovens.

Num comunicado de conclusão da missão do FMI à zona euro, no âmbito do chamado artigo IV, a organização liderada por Christine Lagarde alertou que o crédito continua a ser de difícil acesso para o setor privado e que a «necessária consolidação orçamental está a pesar sobre o crescimento», acrescentando que, junto com os níveis de desemprego, há um «risco de danos de longo prazo ao crescimento potencial e ao apoio político das reformas».

«Neste contexto, restaurar o crescimento e o emprego é imperativo. Isto requer ações em múltiplas frentes: reparar os balanços da banca, fazer progressos na união bancária, apoiar a procura e desenvolver reformas estruturais», sublinhou o FMI, realçando que estas medidas se «reforçam mutuamente», devendo, por isso, ser tomadas em conjunto.

Em termos das reformas estruturais necessárias para «erguer o crescimento e fomentar o reequilíbrio», o Fundo considera que a lista do que está por fazer é grande, mas «promissora», defendendo que, no que diz respeito às mudanças ao nível nacional, deve ser abordada a «rigidez do mercado laboral», bem como a redução de barreiras reguladoras.

«O desafio de impulsionar o crescimento e criar empregos pede ação política concertada ao nível pan-europeu e nacional. Os benefícios de um esforço de reforma abrangente poderão ser significativos no médio prazo e ter efeitos positivos», escreve a instituição sediada em Washington, estimando que essas reformas podem levar a aumentos na produção na zona euro de 3% num prazo de cinco anos.