O presidente do Eurogrupo afirmou hoje que a decisão do Governo português de abdicar da última tranche do empréstimo da troika é «uma decisão soberana», perante «uma liquidez confortável e uma melhoria significativa no acesso aos mercados financeiros».

«O presidente do Eurogrupo tomou boa nota desta decisão, que é uma decisão soberana e que cabe ao Governo português. É tomada à luz de uma posição de liquidez confortável e perante uma melhoria significativa no acesso aos mercados financeiros. O mais importante foi a reafirmação do compromisso de que Portugal manterá o caminho das reformas», afirmou, numa nota enviada à agência Lusa, a porta-voz de Jeroen Dijsselbloem, que chefia o grupo de países que partilham a moeda única.

A ministra das Finanças anunciou hoje que o Governo abdicou de «receber o último reembolso do empréstimo» por não querer solicitar «uma nova extensão que reabrisse o programa com a troika», em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros.

Invocando uma «questão de calendário» relacionada com a apreciação de normas orçamentais pelo Tribunal Constitucional, Maria Luís Albuquerque afirmou que «aquilo que o Governo decidiu não foi prescindir da tranche, mas «não tomar medidas até ao final deste mês e não pedir uma extensão» e «o não recebimento da tranche é uma consequência destas decisões».