O presidente do Tribunal de Contas (TdC), Guilherme d¿Oliveira Martins, afirmou hoje no Parlamento que, neste momento, «é absolutamente fundamental defender o contribuinte português», considerando que «é prematuro» definir uma forma de saída do resgate.

«Neste momento, na reta final do Programa de Ajustamento Económico e Financeiro de Portugal, torna-se absolutamente fundamental defender o contribuinte português, saindo nas melhores condições, ou seja, saindo com juros que não sejam incomportáveis e desajustados», afirmou Oliveira Martins na comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública, onde foi hoje a ser ouvido a propósito do parecer do TdC sobre a Conta Geral do Estado.

O presidente do TdC disse que a «preocupação essencial» da instituição é «contribuir para que os contribuintes em Portugal sejam considerados com justiça nesta saída do programa de assistência» e acrescentou que «é prematuro estar a dizer como se sai ou como não se sai».

Guilherme d¿Oliveira Martins argumentou que «os mercados estão aí e são de uma sensibilidade extrema» e disse que a decisão sobre a forma como Portugal terminará o seu programa de resgate «cabe a todas as instituições que estão envolvidas».

O presidente do Tribunal de Contas respondia a uma questão levantada pelo deputado socialista Pedro Nuno Santos sobre se a austeridade imposta aos portugueses em 2012 e nos anos que se seguiram vale a pena.