O presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) disse à Lusa que os dossiês sobre setores de investimento em Portugal já foram enviados ao Ministério da Economia e estão a «semanas» de serem divulgados.

«A AICEP fez o seu trabalho de fundo, o retrato desses setores e a identificação das oportunidades, ouviu as associações e empresas de cada um dos setores e entregou no ministério da Economia os dossiês», disse Pedro Reis, quando questionado pela Lusa sobre o ponto de situação do relatório.

Estes dossiês pretendem definir, de forma clara, quais são os ativos, as oportunidades de investimento e os custos de contexto agregados.

«Os dossiês têm vindo a ser completados pelo ministério da Economia e acredito que estamos a semanas de os ter fechados e publicados», adiantou Pedro Reis, sublinhando que se trata «de documentos sempre abertos, que vão sendo atualizados».

Aliás, «há outros dossiês que vão entrar», disse.Isto porque há mais dois setores - ligados à moda, calçado, têxtil e às máquinas e equipamentos - que entregaram informação à AICEP.

«Acredito que nas próximas semanas, com autorização do ministério da Economia, possamos ter [estes dossiês] como ferramenta para trabalhar para a captação de investimento», afirmou.

Instado a fazer o balanço do "roadshow" a Londres para captar investimento estrangeiro, no final de outubro, Pedro Reis disse que foi uma missão «muitíssimo importante, na ótica do esclarecimento» sobre as potencialidades de Portugal.

Nesta missão, que foi liderada pelo ministro da Economia, António Pires de Lima, os representantes portugueses tiveram encontros com responsáveis do governo inglês, banca, gestores de fundos e empresários.

«Foi interessante para afinar o modelo dos próximos destinos onde iremos até final do ano», disse Pedro Reis.

«Senti alguma falta de informação sobre o que se passa em Portugal, no sentido em que não sabe qual o tipo de reformas que o país está a fazer e quais são os resultados. Além disso, ainda associam as nossas exportações aos setores tradicionais e a economia portuguesa é hoje muito mais do que isso», salientou o responsável da AICEP.

Esta primeira missão a Londres serviu para informar, «na senda desta virá mais negociação de investimento em concreto, o que implica que as visitas às praças internacionais se repitam com alguma regularidade», afirmou Pedro Reis.