Os cortes nos subsídio de desemprego e doença já entraram de novo em vigor e vão já refletir-se nas prestações de agosto.

Em entrevista à TVI24, o ministro da Segurança Social, Pedro Mota Soares, revela que será preciso manter esta medida no próximo ano. É que as taxas servem para garantir o sistema contributivo.

Os cortes voltaram a entrar em vigor no final de julho, depois de terem sido adaptados à decisão do Tribunal Constitucional - que obrigou à garantia de um valor mínimo - e afetam a prestação paga já neste mês.

Aliás, em agosto o corte sentido será um pouco maior porque a contabilização da prestação é feito ao dia, e há ainda 7 dias de julho que são afetados por estas taxas: 6% no caso do subsídio de desemprego e 5% no de doença. Só está isento quem recebe menos de 419 euros.

Para quem é funcionário público ou pensionista - e desconta para a ADSE - também há menos dinheiro no fim de agosto: a redução será de 0,75% no salário líquido.

Cerca de 900 mil funcionários públicos e pensionistas do Estado vão, por isso, pagar uma taxa de 2,25% em vez dos atuais 1,5%.

Já quem recebe até 485 euros, o valor do salário mínimo nacional, está isento.

O objetivo do Governo, que procura aliviar o Orçamento do Estado, é que os subsistemas de saúde sejam auto-sustentáveis.