O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, disse esta quarta-feira ter tido uma discussão «franca, clara e objetiva» com o Presidente da República, Cavaco Silva, com a central sindical a apelar para a fiscalização preventiva do Orçamento do Estado para 2014.

«Pensamos que temos todos a ganhar se a fiscalização preventiva for feita atempadamente para apurar aquilo que é inconstitucional e tentar encontrar solução para o problema», disse Arménio Carlos aos jornalistas no final do encontro.

Escusando-se a divulgar quais os comentários feitos por Cavaco Silva aos apelos da CGTP, o secretário-geral da central limitou-se a referir que foi «uma discussão franca, clara e objetiva, sem reação negativa às perspetivas que a CGTP tem sobre a situação do país».

Durante a reunião, que decorreu a pedido da CGTP, Arménio Carlos teve ainda oportunidade para abordar o tema do «denominado guião para a reforma do Estado», considerando que «ou há uma inversão imediata ou vamos ter problemas gravíssimos em relação às funções sociais do Estado», nomeadamente nas áreas da Saúde, Educação e Segurança Social.

Antes de se encontrar com Cavaco Silva, Arménio Carlos esteve presente na reunião de concertação social que está a ser presidida pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, sobre o OE para 2014.

No encontro, criticou o sindicalista, o primeiro-ministro definiu desde logo qual iria ser o «quadro de diálogo» e afirmou aos parceiros sociais que a margem de manobra para alterar o Orçamento é «diminuta».

«Este encontro foi marcado para servir de caixa-de-ressonância das decisões do Governo», insistiu Arménio Carlos, lamentando que o Governo «não tenha mostrado abertura» para encontrar uma outra hora para agendar a reunião com os parceiros, visto que a audiência da CGTP na Presidência da República estava já agendada, como recorda a Lusa.