A Comissão Europeia diz que o défice orçamental este ano seria de 6% sem as medidas de correção que o Governo impôs para o final deste ano, já retirando destas contas a ajuda do Estado ao Banif.

«As medidas de correção com um valor estimado de 0,5% do PIB devem garantir que a meta do défice de 5,5% (já líquida dos custos de recapitalização da banca) é cumprida», afirma a Comissão Europeia na análise que faz à oitava e nona avaliações do Programa de Assistência Económica e Financeira.

O Governo estima que o valor do défice sem estas medidas fosse de 5,9%, sendo a mais baixa das estimativas para a derrapagem da parte final do ano, uma vez que o FMI estima que esta atingisse os 6,3% sem as medidas de controlo para o final do ano.

Bruxelas explica ainda a execução orçamental da despesa pública até agosto esteve na sua generalidade em linha com as estimativas, mas que são esperadas derrapagens para a parte final do ano.

Parte destas derrapagens terão impacto no próximo ano, e obrigarão a um esforço adicional de correção.