O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, manifestou-se hoje confiante em Atenas que Portugal sairá do programa de assistência financeira em maio, conforme estima o Governo português, considerando que a Europa «já passou pelo pior da crise».

José Manuel Durão Barroso discursava na sessão de encerramento da sexta Cimeira Europeia das Regiões e das Cidades, que decorreu entre sexta-feira e hoje na capital da Grécia, Atenas, e foi dedicada à recuperação económica e importância das regiões para a retoma europeia.

«A prioridade absoluta é emprego, emprego, emprego. Para isso precisamos de crescimento. Já passámos pela parte mais difícil da crise, já esta atrás de nós», afirmou.

«A Irlanda já deixou o programa [de assistência financeira], Portugal vai deixar em maio e a Grécia teve o primeiro saldo primário positivo, o que não acontecia há anos», disse Durão Barroso.

O Governo liderado por Pedro Passos Coelho estima a saída do programa de assistência financeira a 17 de maio, embora ainda não tenha decidido sobre o tipo de saída, com ou sem programa cautelar.

O presidente da Comissão Europeia mostrou-se confiante com o futuro da Grécia, dos «chamados países economicamente vulneráveis, da União Europeia e da zona euro».

No entanto, admitiu que, no caso português, «ainda há grandes problemas» como o desemprego, mas reforçou a sua ¿esperança em que Portugal saia do programa em maio.

Além da confiança nos países sob assistência financeira, o presidente da Comissão Europeia deixou também a sua confiança no euro.

«Não é justo dizer que foi o euro que criou esta situação. A crise foi resultado da irresponsabilidade dos mercados financeiros», afirmou.

Num discurso contra os estereótipos na União Europeia, Durão Barroso pediu uma ação conjunta contra «os mitos e caricaturas da Europa», elogiando Portugal e a Grécia que, considerou, «não é menos capaz de ser bem-sucedida».

O presidente da Comissão Europeia refutou discursos extremistas: «Está na moda ser contra a Europa», escreve a Lusa.