Os analistas do Bank of America Merrill Lynch consideram que as probabilidades de Portugal regressar aos mercados em meados do próximo ano estão a «diminuir substancialmente», agora que os juros da dívida estão acima dos 7%.

Numa nota aos clientes, citada hoje na edição 'online' do «The Wall Street Journal», os analistas do banco afirmam que, com os juros da dívida portuguesa a cinco e 10 anos a roçarem os 7%, «diminui substancialmente» a probabilidade de Portugal ser capaz de se financiar independentemente nos mercados a partir de meados de 2014, como previsto no programa da troika.

«Este é o nível [7%] em que a Irlanda e Portugal pararam de vender títulos e em que a Espanha foi socorrida» pela promessa do Banco Central Europeu (BCE) em comprar os seus títulos, referem.

A notícia relativamente boa, dizem, é que a dívida de curto prazo não está sob pressão.

«Para as obrigações portuguesas, o cenário mais provável é que a situação se arraste», sem uma reestruturação da dívida, referem os analistas Ralf Preusser, Sphia Salim e o economista europeu Ruben Segura-Cayuela na nota aos clientes.

«A maioria dos resultados prováveis não resultam numa reestruturação de dívida, na nossa opinião», adiantam, embora o preço atual das obrigações já reflita, embora não totalmente, a probabilidade de reestruturação.