O diretor-executivo do mecanismo de resgate europeu disse que serão desembolsados 3,7 mil milhões de euros para Portugal «nas próximas semanas», ficando por desembolsar apenas 1,2 mil milhões do empréstimo, em 2014.

Falando no final de uma reunião de ministros das Finanças da zona euro (Eurogrupo), Klaus Regling, que antes era o responsável máximo do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), ainda operacional para terminar o financiamento dos programas de assistência a Grécia, Irlanda e Portugal, fez um balanço dos desembolsos para os países sob resgate, antecipando para breve a próxima tranche para Portugal, na sequência das oitava e nona revisões do programa de assistência, que está previsto terminar em meados do próximo ano.

«Para Portugal, nas próximas semanas vamos desembolsar 3,7 mil milhões de euros, o que eleva o desembolso acumulado para 24,8 mil milhões desde 2011, e deixa 1,2 mil milhões para o próximo ano, no primeiro semestre, claro que sempre ligado à condicionalidade», ou seja, a avaliações positivas da implementação do programa de ajustamento, indicou.

O desembolso dos 3,7 mil milhões de euros só pode ter lugar após a adoção formal da mais recente revisão do programa de assistência financeira a Portugal - a fusão entre as oitava e nona revisões -, o que só deverá ocorrer na reunião de ministros das Finanças europeus de novembro, pois a missão da troika só terminou a 3 de outubro, e a documentação ainda está a ser preparada para ser avaliada pelos ministros, devendo a decisão ser formalizada então no próximo encontro do Eurogrupo, a 14 de novembro, em Bruxelas.