Há quem colecione notas de escudos, por nostalgia e/ou para que valorizem no futuro, mas a Associação Numismática de Portugal (ANP) deixa o aviso de que isso não deve acontecer. 

Penso que muitas pessoas guardaram as notas por uma questão afetiva […] e agora vão optar por trocá-las. A nota, sob o ponto de vista numismático, não vai valorizar muito porque há uma grande quantidade no mercado”.

O secretário da ANP, Rui Monteiro, considera até que é possível até que as notas de escudo desvalorizem, uma vez terminado o prazo estipulado pelo Banco de Portugal (BdP) para efetuar a troca por euros. Esse prazo termina esta sexta-feira, 29 de dezembro.

A julgar pelas filas à porta do Banco de Portugal, há muitos portugueses com escudos em casa. O Banco de Portugal estima que os portugueses tenham ainda, em sua posse, quase 50 milhões de euros em contos de reis. 

As notas [de escudo] mais desgastadas, se calhar, até vão desvalorizar, a partir do momento em que ela deixa de ser possível de trocar. Há mais espécimes que colecionadores”.

Quais pode trocar?

A associação de numismáticos entende que não há motivos para que os portugueses não estejam informados sobre a possibilidade de efetuar a troca das notas de escudo.

“É até uma injustiça para a instituição [Banco de Portugal] quando as pessoas afirmam que não foram informadas. Como é do bom caráter português, deixamos tudo para a última e as pessoas não estiveram, até agora, preocupadas em trocá-las”.

As notas que ainda pode trocar são: cinco chapas de notas de mil, dois mil, cinco mil e dez mil escudos.

A Associação Numismática de Portugal foi fundada em 1973 e conta com cerca de 280 associados.