A TAP está a encarar a greve dos tripulantes marcada para domingo e terça-feira com «absoluta tranquilidade». No entanto, destaca «todo o impacto negativo» que a paralisação terá para os passageiros e para a empresa.

Em causa, segundo fonte oficial da companhia aérea informou a Lusa, estão prejuízos diários de cerca de cinco milhões de euros, além de afetar a «reputação e imagem da TAP».

No entanto, a companhia assegurou que a «larguíssima maioria dos passageiros» já reprogramaram as suas viagens marcadas para 30 de novembro e 2 de dezembro.

O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil agendou uma greve de quatro dias, dividida por dois períodos: o primeiro foi a 30 de outubro e a 1 de novembro e o segundo será no próximo domingo e na próxima terça-feira.

O SNPVAC exige o cumprimento do acordo de empresa em vigor desde 2006, por considerar que as conversações com a empresa foram infrutíferas.

De acordo com o comunicado do sindicato, a TAP apresentou uma proposta de alteração ao acordo de empresa que foi refutada pelos representantes dos trabalhadores e o SNPVAC apresentou uma contra-argumentação que não teve resposta, encerrando-se assim o processo.

Fonte da TAP disse à agência Lusa que «as conversações entre as duas partes têm vindo a decorrer e que a empresa mantém as portas abertas ao diálogo», mas que «há coisas que não são possíveis de satisfazer» por terem impacto remuneratório.