Albertino de Figueiredo, fundador da Afinsa e o seu filho Carlos de Figueiredo foram condenados a 11 anos e 11 anos e 11 meses de prisão respetivamente, segundo publica o jornal El País. São dois dos onze condenados no caso Afinsa condenados pela Audiência Nacional espanhola.

O tribunal espanhol deu como provados crimes de fraude, lavagem de dinheiro e fuga ao fisco. As sentenças, que vão até aos 12 anos de prisão, são aplicadas pelo esquema montado pela Afinsa, de venda de selos, por vezes falsos, a preços muito elevados, a mais de 190.000 pessoas em Espanha e Portugal, entre 1998 e 2006.

O tribunal também decidiu que seis dos acusados têm de pagar 2,57 mil milhões de euros para compensar as perdas dos investidores.

Uma das maiores fraudes que os tribunais tiveram de resolver”, foi como a Audiência Nacional se referiu ao caso, agora sentenciado, que tinha por base um esquema de pirâmide.

De acordo com o tribunal espanhol, os investidores eram sobretudo pessoas da classe média “que em muitos casos perderam as poupanças que estavam a guardar para quando se aposentassem ou para enfrentar situações de crise”.

Um esquema de pirâmide

A Afinsa prometia comprar de volta os selos vendidos aos investidores, essencialmente portugueses e espanhóis, depois do valor das estampilhas subir no mercado, o que iria permitir aos clientes recuperar o dinheiro investido e realizar mais-valias.

Sucede que os selos vendidos como raros tinham pouco valor no mercado de colecionadores. Apenas os primeiros investidores que pediram o seu capital de volta, o conseguiram recuperar, enquanto ia entrando dinheiro fresco da parte de novos clientes.

Em Portugal, quando as autoridades começaram a investigar o caso Afinsa, há dez anos, o passivo acumulado era já de 2,57 mil milhões de euros.