O presidente do Tribunal de Contas considera que «a saída da crise obriga a melhorar a eficiência e a justiça fiscais, de modo a garantir uma maior igualdade entre os cidadãos, maior crescimento económico, desenvolvimento e emprego».

Guilherme de Oliveira Martins falava à Lusa sobre a conferência que hoje se realiza no auditório do Tribunal de Contas sobre o tema "Economia não registada e a criminalidade económica organizada".

«O tema é da maior importância, de grande interesse e atualidade. O aumento da economia não registada deve ser contrariado através da prevenção da corrupção e do combate à fraude e evasão fiscais», referiu Oliveira Martins, observando que «a justiça distributiva obriga a que os impostos possam financiar serviços públicos essenciais de maior qualidade».

Nas suas palavras, a presente iniciativa é de «louvar», sendo um «sinal positivo da cooperação entre a administração da justiça financeira e o Ministério Público».

O evento terá a participação do diretor do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), de professores das Faculdades de Economia e de Direito, do secretário-geral do Conselho da Prevenção da Corrupção e do presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, entre outros intervenientes nos diversos painéis.