O presidente do Tribunal de Contas (TdC) diz que Portugal precisa de mecanismos cautelares, que possam dar sinais de confiança aos mercados.

À margem de uma conferência promovida esta terça-feira em Lisboa pelo «Diário Económico» e «Antena 1», Guilherme d¿Oliveira Martins disse que o Tribunal de Contas reforçou «os mecanismos de cooperação com o Banco de Portugal e com outras instituições, como o Ministério das Finanças, de modo a assegurar que haja condições de confiança por parte dos mercados relativamente às obrigações assumidas por Portugal nos tratados europeus, designadamente no Tratado da União Europeia e no Tratado Orçamental».

«Há uma preocupação muito grande de reforço dos instrumentos de acompanhamento no controlo externo das Finanças Públicas», disse ainda, acrescentando que «isso faz parte dos instrumentos cautelares».

Guilherme d¿Oliveira Martins diz que o cumprimento das obrigações internacionalmente assumidas pelo país «é um sinal que tem de ser dado às instituições e aos mercados» para mostrar que «Portugal vai continuar no caminho de sustentabilidade das finanças públicas, de rigor e de disciplina».