O presidente do Governo dos Açores adianta que a República deve a empresas públicas regionais cerca de 100 milhões de euros, num comentário ao parecer do Tribunal de Contas (TdC) sobre as contas açorianas de 2012.

«Se quem deve, por exemplo, à EDA, aos hospitais e à Atlânticoline pagasse teríamos uma situação substancialmente diferente de diminuição do endividamento do setor público empresarial em cerca de 100 milhões de euros», declarou Vasco Cordeiro, em Ponta Delgada, aos jornalistas, no final de uma audiência concedida ao Conselho de Opinião da RTP.

Vasco Cordeiro diz que «a variação que se verifica no [endividamento do] setor público empresarial regional é de apenas 1 por cento, ou seja, 17 milhões de euros», sublinhando a «diminuição do endividamento líquido» dos Açores.

«Não reste a mínima dúvida do compromisso do Governo dos Açores, em parceria e colaboração com entidades externas, como é o caso do Tribunal de Contas, de aperfeiçoar sempre a forma como gere os recursos públicos, inclusive em matérias que são alvo de recomendação», declarou.

Vasco Cordeiro exemplifica com o caso da atribuição de subsídios na região, matéria alvo de recomendação do TdC que já constou no decreto que aprova o Plano e Orçamento para 2013 e que é aperfeiçoada na proposta de decreto do Plano e Orçamento para 2014.

«É uma prova de que o Governo dos Açores está a trabalhar no sentido de aperfeiçoar essa área», frisou.

O presidente do Tribunal de Contas (TdC) manifestou na quarta-feira preocupação com o aumento do endividamento das empresas públicas dos Açores.

«Se é certo que houve uma redução do limite de endividamento direto houve um aumento maior relativamente ao limite de endividamento das empresas públicas regionais, o que, para nós, é algo que merece consideração», declarou Guilherme d¿Oliveira Martins, depois de entregar os pareceres do TdC sobre a Conta da Região Autónoma dos Açores de 2012 e do parlamento regional na Assembleia Legislativa açoriana.