A coordenadora da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública alertou esta quinta-feira que o aumento dos descontos para a ADSE irá empobrecer ainda mais os trabalhadores e garantiu que os sindicatos continuarão a lutar pela revogação da lei.

«Naturalmente é um aumento que empobrece mais [os trabalhadores da função pública]. Aumentou em sete meses 133% as comparticipações daquilo que é a chamada ADSE e o serviço não é melhor», criticou Ana Avoila, em declarações à agência Lusa.

A reação da coordenadora da Frente Comum surge depois de ser conhecida a decisão do Tribunal Constitucional (TC) que deu «luz verde» aos aumentos dos descontos para a ADSE e outros subsistemas de saúde do Estado.

Ana Avoila disse que a Frente Comum está contra a decisão do Tribunal Constitucional, apontando que «é uma coisa que nunca se viu» os trabalhadores terem a comparticipação aumentada 133% no prazo de sete meses. «Ainda por cima quando já são os trabalhadores que estão a financiar totalmente os descontos para todas as comparticipações da ADSE e ainda sobra dinheiro», denunciou a coordenadora da Frente Comum.

O Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) defendeu que a administração também deveria contribuir para a ADSE, fazendo assim com que a taxa diminuísse para os trabalhadores. «Entendemos que a entidade empregadora [o Estado], que neste Orçamento do Estado [de 2015] fica isenta de descontos para esse subsistema de saúde, devia contribuir também», afirmou a presidente do STE, Helena Rodrigues, em declarações à Lusa a propósito da decisão do Tribunal Constitucional (TC) em relação aos descontos para a ADSE.

Para o STE, «é por causa de [o Estado] deixar de contribuir que os trabalhadores são sobrecarregados com uma taxa de 3,5%», que o sindicato considera «um exagero».