Os trabalhadores da Transtejo, empresa responsável pelas ligações fluviais no rio Tejo, exigiram esta terça-feira o pagamento do prémio de assiduidade referente aos anos de 2010 e 2011, anunciando que vão avançar para greves se tal não acontecer.

Os trabalhadores da Transtejo reuniram-se esta terça-feira em plenário, que levou à paralisação das carreiras que ligam Cacilhas ao Cais do Sodré, Montijo ao Terreiro do Paço, Seixal ao Cais de Sodré e a carreira entre a Trafaria, Porto Brandão e Belém durante a tarde.

«Os trabalhadores exigem o pagamento do prémio de assiduidade que foi retirado, num processo relacionado com as greves em 2010 e 2011. O tribunal decidiu que a empresa devia pagar, mas apenas o fizeram aos 51 trabalhadores que estavam na ação judicial», disse à Lusa Frederico Pereira, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações.

O sindicalista referiu que a empresa foi condenada pelo tribunal a pagar o prémio de assiduidade, numa primeira instância, e depois também no recurso, explicando que a administração informou em reunião com os representantes dos trabalhadores que o iria fazer.

«A empresa tem cerca de 250 trabalhadores mas apenas pagaram aos 51 da ação e defendemos que devem pagar a todos. Queremos reunir de urgência com a empresa para analisar esta situação e vamos fazer um comunicado para a população a dar conta da situação atual da Transtejo», acrescentou.

Frederico Pereira disse ainda que os trabalhadores vão dar um «prazo razoável» para que a empresa corrija a situação, explicando que caso a Transtejo não o faça os trabalhadores vão avançar para greves.

«Vamos esperar algumas semanas para responderem, caso contrário os trabalhadores já mandataram os sindicatos para avançarem para formas de luta, que no caso serão greves», concluiu.

A Lusa contactou a administração da Transtejo, que confirmou a paralisação das ligações fluviais durante a tarde de hoje, até cerca das 16:50, recusando-se a comentar as decisões dos trabalhadores.