Os trabalhadores dos Transportes Sul do Tejo (TST) vão realizar uma greve de 24 horas no dia 02 de abril, estando agendado um plenário junto à Autoridade para as Condições de Trabalho de Almada, onde devem ser decididas novas formas de luta.

A greve foi marcada pelo Sindicato Nacional dos Motoristas, tendo depois existido acordo entre os vários sindicatos para avançar com a paralisação, durante a última greve de 24 horas e plenário, que decorreram no dia 28 de março.

Os trabalhadores defendem aumentos salariais e querem discutir a caducidade do acordo de empresa (AE), criticando a aplicação tempos de disponibilidade, períodos de tempo em que o trabalhador, embora não esteja obrigado a permanecer no local de trabalho, pode ser chamado em caso de necessidade

A administração dos TST garante que vai tentar minimizar os impactos da greve e esclarece que está a agir de acordo com a lei.

«A TST vai adotar as medidas possíveis e necessárias para minorar o impacto da greve junto das populações», referiu a empresa.

Os trabalhadores) estão também a realizar, desde o dia 29 de março e até ao dia 04 de abril uma greve ao trabalho extraordinário, recusando-se a efetuar mais que oito horas de trabalho.

«É de esperar que esta greve tenha alguns impactos e leve mesmo à supressão de carreiras. Pode sentir-se mais numas carreiras que noutras, mas isso depende da organização da empresa», disse à Lusa José Manuel Oliveira, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans).