O contrato de subconcessão do Metropolitano de Lisboa e da rodoviária Carris à empresa espanhola Avanza deverá ser assinado na quarta-feira, dia em que sindicalistas e trabalhadores do Metro realizam uma ação pública de protesto.

O secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações, Sérgio Monteiro, revelou na semana passada que o acordo de subconcessão do Metro e Carris será assinado na quarta-feira.

A assinatura do acordo decorrerá de forma privada.

O Governo atribuiu a subconcessão do Metropolitano de Lisboa e da rodoviária Carris ao grupo espanhol de transportes urbanos Avanza.

Para o Governo, a subconcessão em Lisboa vai permitir acabar com as sucessivas greves nas duas empresas.

Na quarta-feira de manhã, sindicatos e trabalhadores do Metropolitano vão realizar, entre o elevador de Santa Justa e o Largo Camões, em Lisboa, uma “ação de denúncia pública e de repúdio” pela subconcessão das empresas.

“Vamos levar a cabo uma ação de denúncia daquilo que consideramos um atentado aos utentes e aos trabalhadores, não tendo repercussões nenhumas de utilidade para o país”, disse à Lusa Anabela Carvalheira, da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans).

Anabela Carvalheira lembrou que, na semana passada, PS, PCP e Bloco de Esquerda (BE) comprometeram-se, perante os trabalhadores e reformados do Metropolitano de Lisboa, a reverter o processo de subconcessão da empresa, caso exerçam funções governativas a partir de 04 de outubro. “Entendemos assinalar este dia com a entrega de um lápis para, simbolicamente, dizer que a assinatura não tem qualquer valor, e com o compromisso de que voltaremos a seguir às eleições com a borracha para fazer cumprir aquilo que nos disseram [acerca] de anulação do contrato”, salientou.

Além da Fectrans, participam na iniciativa o Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal, o Sindicato dos Trabalhadores da Tração do Metropolitano de Lisboa, e a Comissão de Trabalhadores do Metropolitano de Lisboa.