O grupo ADO, que venceu a subconcessão do Metropolitano de Lisboa e da rodoviária Carris através da participada espanhola Avanza, vai “usar todos os meios” para defender os seus interesses na sequência da reversão do processo.

“Vamos usar todos os meios para defender os nossos interesses, até os tribunais internacionais”, disse hoje fonte do grupo à agência Lusa.

Segundo a mesma fonte, a ADO foi notificada na semana passada da intenção do Governo de reverter os processos de subconcessão.

“Os nossos advogados estão a estudar o dossiê. Temos pontos fortes”, afirmou.

Na terça-feira, o embaixador do México em Portugal, Alfredo Pérez Bravo, disse ser uma "importante preocupação para o Governo" do seu país o cancelamento da subconcessão dos transportes públicos de Lisboa.

"O seu repentino cancelamento gerou uma importante preocupação para o Governo do México e incerteza entre intervenientes mexicanos, afetando assim as relações económicas entre os dois países", indicou a embaixada em comunicado.

A subconcessão das empresas públicas de transporte foi lançada pelo Governo de Passos Coelho (PSD/CDS-PP), que atribuiu à Avanza a exploração da Carris e do Metro de Lisboa, à britânica National Express, que detém a espanhola Alsa, a STCP (rodoviária do Porto) e à francesa Transdev o Metro do Porto.

No entanto, nove dias depois de ter entrado em funções, o executivo de António Costa (PS) suspendeu "com efeitos imediatos" o processo.

O Governo afirma que a reversão não implica o pagamento de indemnizações.