A empresa Soflusa, responsável pelas ligações fluviais entre o Barreiro e Lisboa, anunciou esta terça-feira uma taxa da adesão à greve parcial na empresa de 48%, enquanto o sindicato fala em valores na ordem dos 75%.

Os trabalhadores da Soflusa iniciaram na segunda-feira uma greve parcial de três dias, três horas por turno, que afeta as ligações fluviais entre as duas margens do Tejo, em especial, nos períodos das horas de ponta da manhã e da tarde.

"Foi registado um nível de adesão à greve de 48%. Este valor resulta de uma taxa de adesão de 53% no total do período noite/manhã e de uma taxa de 43% no período da tarde", disse à Lusa fonte oficial da empresa.

Segundo a mesma fonte, como já tinha acontecido no período da manhã, também durante a tarde se realizaram algumas carreiras extra entre as duas margens durante o período de greve previsto.

Os trabalhadores da empresa, que já cumpriram na semana passada dois dias de greve parcial, exigem uma revisão da massa salarial.

Carlos Costa, do Sindicato dos Transportes Fluviais Costeiros e Marinha Mercante, afeto à Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS), disse à Lusa que a adesão à greve se situa nos 75%.

"Existem pessoas não aderentes à greve e assim foi possível à empresa ter uma carreira a funcionar durante a manhã de hoje e durante a tarde. Registamos no dia de hoje uma taxa de adesão à greve de 75%, ao nível da área operacional", disse.

As ligações devem ser retomadas com normalidade cerca das 21:45. Na quarta-feira os trabalhadores cumprem o último dia de greve parcial.

"Já falámos com os trabalhadores durante os períodos de greve e foi decidido que vai continuar a greve ao trabalho extraordinário. Vamos também realizar um plenário para discutir estes cinco dias de greve e decidir o que será feito no futuro", concluiu.

A Soflusa, integrada na Transportes de Lisboa, juntamente com o Metro, Carris e Transtejo, tem cerca de 170 trabalhadores.