O secretário de Estado dos Transportes e Comunicações pediu esta quinta-feira aos funcionários das muitas empresas que marcaram greves para os próximos 15 dias, que ponderem as consequências das paralisações.

Entre amanhã, sexta-feira 25 de outubro e o dia 08 de novembro decorre uma quinzena de greves nos setores dos transportes e das comunicações (neste caso nos CTT) que vai culminar com uma manifestação nacional em Lisboa no dia 09.

«Espero que a adesão possa ser de forma a que os transportes não parem e não percam a capacidade de competir com qualquer operador privado», disse Sérgio Monteiro na cerimónia de apresentação da aplicação «Lisboa.MOVE-ME», que disponibiliza informação em tempo real sobre os transportes públicos em Lisboa.

Citado pela Lusa, o responsável referiu que as paralisações «empurram para a privatização».

A primeira paralisação é a dos trabalhadores dos CTT, na sexta-feira, seguindo-se Metropolitano de Lisboa (31 de outubro), Transtejo e Soflusa (02 a 09 de novembro, três horas por turno), Transportes Coletivos do Barreiro (06 de novembro), CP e CP Carga (07 de novembro), Carris (07 de novembro, das 09:30 às 15:30) e STCP (07 de novembro, entre as 08:00 e as 16:00).

O governante relembrou ainda que o Governo ainda não decidiu se vai avançar ou não com a concessão daquelas empresas e frisou que «está nas mãos dos trabalhadores mostrarem que o grau de eficácia é maior na esfera pública do que será na privada».

Por isso, confessou estar «perplexo» com a estratégia dos sindicatos, que «só empurra as empresas para a esfera privada».

Sérgio Monteiro anunciou ainda que o Governo vai manter o valor do subsídio de refeição dos trabalhadores do setor e que será dado um desconto maior aos trabalhadores e seus familiares nos títulos dos transportes públicos. «Não haverá títulos gratuitos, haverá é um desconto maior», disse.