O secretário-geral da UGT, Carlos Silva, afirmou esta sexta-feira que o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, mostrou abertura para «algumas alterações» ao Orçamento do Estado (OE) que possam «minimizar o sofrimento dos trabalhadores» deste setor.

«Temos alguma sensibilidade da parte deste membro do Governo no sentido de se poderem ainda integrar no OE para 2014 - que está a ser discutido na especialidade - algumas alterações que possam vir a minimizar o grande sofrimento dos trabalhadores», declarou o dirigente sindical após uma reunião com Sérgio Monteiro.

Sublinhando que «não é uma promessa, é apenas uma disponibilidade», Carlos Silva mostrou-se «preocupadíssimo» com o que está a acontecer no setor empresarial do Estado, nomeadamente no setor dos transportes, e em especial na Carris e no Metropolitano de Lisboa.

O secretário-geral da UGT explicou que está em causa, não apenas a reestruturação de que estas empresas estão a ser alvo, que prevê a redução do número de trabalhadores, mas também o corte dos complementos de reforma que, «em alguns casos, vai criar situações dramáticas».

Segundo Carlos Silva, «poderá haver margem de manobra para que a penalização não seja tão forte», lembrando que estas alterações atingem reformas que já estão a ser pagas.

«É importante dar um sinal aos portugueses e (...) a este setor em particular. É preciso encontrar um lenitivo que permita que as pessoas possam continuar a respirar e a viver com um mínimo de dignidade a partir de janeiro, quando este OE entrar em vigor», frisou.