A greve do Metro, que estava marcada para esta sexta-feira, e que acontecia em simultâneo com a da Carris, foi suspensa.

Fonte sindical disse à TVI24 que os sindicatos que tinham convocado a paralisação anunciaram «em substituição» um novo protesto para dia 17.
 
A suspensão foi decidida por não estarem reunidas as condições de segurança de utentes e trabalhadores, explicou a mesma fonte.

A greve desta sexta-feira coincidia com a da Carris e, por isso, antecipava-se um dia de muitas complicações.

Os trabalhadores do Metro de Lisboa e da rodoviária Carris estão em protesto contra a subconcessão das empresas, que está em concurso.

O tribunal arbitral do Conselho Económico e Social decretou na terça-feira serviços mínimos para as greves de sexta-feira dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa e da rodoviária Carris.

No caso do Metro, o organismo decretou que “no período entre as 07:00 e as 21:00 devem ser asseguradas, em todas as estações e por cada período de uma hora de funcionamento, 25% das composições habitualmente afetas ao transporte de passageiros”.

Já no caso da Carris, o tribunal arbitral decidiu como serviços mínimos o «funcionamento do transporte exclusivo de cidadãos portadores de deficiência de acordo com o regime normal em vigor», bem como o «funcionamento das carreiras 703 (Charneca do Lumiar-bairro de Santa Cruz) e 751 (Linda-a-Velha-Estação de Campolide)».

Já em novembro, o tribunal arbitral decretou, para uma greve do Metro, que deveria ser assegurada a circulação de um quarto das composições que habitualmente transportam passageiros.

Na altura, a Fectrans decidiu manter a greve, mas aconselhou os trabalhadores a cumprirem o horário de trabalho de modo a garantirem a segurança dos utentes daquele transporte público