As estações do Metropolitano de Lisboa estão esta quinta-feira encerradas devido a uma greve parcial dos trabalhadores da empresa, disse à agência Lusa Anabela Carvalheira, da Federação do Sindicato de Transportes e Comunicações (FECTRANS).

Em declarações à agência Lusa, Anabela Carvalheira disse que a adesão à greve «é elevada».

Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa cumprem hoje, entre as 06:00 e as 10:00, a terceira greve parcial de janeiro, tendo a empresa admitido que as estações só abrem às 10:30.

À semelhança do que aconteceu nas outras greves, a Carris vai reforçar durante esse período algumas carreiras de autocarros coincidentes com os eixos servidos pelo metro, nomeadamente a 726 (Sapadores-Pontinha Centro), a 736 (Cais do Sodré-Odivelas), a 744 (Marquês de Pombal-Moscavide) e a 746 (Marquês de Pombal-Estação Damaia).

Desde o princípio do mês que os trabalhadores do metro têm em curso uma jornada de luta que passa por uma greve parcial por semana, por tempo indeterminado.

A primeira ocorreu a 09 de janeiro e a segunda a 16. Não estão, para já, marcados novos dias de paralisação.

Entre os motivos para estas greves está o decreto-lei 133/2012, que «pretende abrir as portas à concessão da empresa e, uma vez mais, reduzir trabalhadores, reduzir os seus direitos e reduzir a sua remuneração», afirmou a sindicalista Anabela Carvalheira em anteriores declarações à Lusa.

Os funcionários do Metropolitano de Lisboa contestam também o Orçamento do Estado, que «visa uma vez mais os trabalhadores do setor empresarial do Estado, com cortes brutais, encaminhando estes trabalhadores para uma situação insustentável», acrescentou. Em causa estão, por exemplo, cortes na indemnização compensatória.