Os trabalhadores da EMEF param a 11 de março para um plenário nacional e manifestação, seguindo-se, dia 13, uma greve na CP, Refer e CP Carga, foi esta terça-feira decidido num encontro de representantes do setor ferroviário.

Em declarações à agência Lusa, o coordenador do Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Setor Ferroviário (SNTSF), José Manuel Oliveira, explicou que na base do protesto está «o corte dos salários e dos direitos» no setor, assim como «as políticas de privatização/concessão e destruição do serviço público ferroviário».

O dirigente sindical criticou, nomeadamente, o fim do direito ao transporte gratuito quer de reformados, quer de trabalhadores no ativo, salientando que, no caso dos reformados, tem um «impacto muito grande» na mobilidade.

Debaixo das críticas do sindicato estão também os cortes no abono de família, o «acordo de empresa recortado às tirinhas», o «brutal aumento dos impostos» e os «cortes nas pensões», além do menor investimento em ferrovia (quer no material circulante, quer na infraestrutura), da «redução contínua» de trabalhadores e da total falta de «segurança» quanto à manutenção do posto de trabalho.

De acordo com José Manuel Oliveira, a 11 de março os trabalhadores do Porto, Barreiro, Lisboa e Entroncamento da Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF) irão concentrar-se no Entroncamento, estando prevista uma paralisação geral da empresa durante todo o dia, «com recurso aos tempos legais para plenário e também a algum tempo de greve».

No dia 13 será a vez dos trabalhadores da CP, Refer e CP Carga cumprirem uma greve de 24 horas.

Estas medidas de protesto foram decididas hoje num «encontro de ferroviários» que juntou, em Lisboa, delegados sindicais, dirigentes e elementos das comissões e das subcomissões de trabalhadores e reformados e membros da comissão de reformados do setor.