A circulação de comboios da Fertagus, que faz a ligação entre Lisboa e Setúbal, está a decorrer com normalidade, apesar da greve de hoje no setor ferroviário, informou a empresa.

Em comunicado, a Fertagus adiantou que o serviço está a ser realizado com toda a normalidade, tendo a Refer garantido a circulação de todos os comboios da empresa.

A Fertagus indicou ainda que não são esperados quaisquer tipos de perturbações ao longo do dia.

A greve abrange trabalhadores de cinco empresas – CP, CP Carga, Refer, EMEF e Estradas de Portugal (EP), que contestam a privatização da CP Carga e da empresa de manutenção ferroviária, a fusão da EP com a Refer e a concessão de linhas da CP.

A paralisação está a afetar a circulação de comboios, tendo a CP adiantado, esta segunda-feira de manhã, que entre as 00:00 e as 08:00 se realizaram 129 em 261 programados.

Também o coordenador da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (FECTRANS), José Manuel Oliveira, adiantou e à Lusa que a adesão à greve é de 75%, no que diz respeito à CP e Refer.

«Na CP e Refer, temos uma adesão de 75%, mas na EMEF e CP Carga estamos a prever uma adesão muito superior», disse, acrescentando que ainda estão ser reunidos mais dados sobre a paralisação.

Também uma fonte da Refer, responsável pela gestão da infraestrutura integrante da rede ferroviária nacional, disse hoje à Lusa que a empresa assegurou a circulação de 122 comboios entre as 00:00 e as 08:00, um acréscimo de 47% face aos serviços mínimos decretados para aquele período da greve dos trabalhadores do setor ferroviário.

Em comunicado enviado ao início da manhã, a Estradas de Portugal (EP) informou que o impacto da greve na atividade da empresa era nulo, encontrando-se todos os serviços a funcionar na sua plenitude, nomeadamente o Centro de Controlo de Tráfego.

Na passada quinta-feira, o Governo aprovou em Conselho de Ministros a fusão da Estradas de Portugal e da Refer na Infraestruturas de Portugal, que será uma realidade a 01 de maio ou a 01 de junho, dependendo da promulgação do diploma pela Presidência da República.

Duas semanas antes, o Governo tinha aprovado os processos de privatização da CP Carga e da EMEF, que deverão estar concluídas até ao final da legislatura, depois de um longo processo negocial com Bruxelas sobre as ajudas do Estado às duas empresas.