A Transportes de Lisboa recebeu cinco propostas de interessados na subconcessão da Carris e do Metropolitano de Lisboa.
 
Segundo o secretário de Estado dos Transportes, três das propostas apresentadas são para gerir, em simultâneo, as duas empresas.

"Temos um processo competitivo como o Governo esperava e agora é preciso que a empresa e o próprio júri façam todos os procedimentos que se seguem, no sentido de podermos rapidamente tomar uma decisão", disse Sérgio Monteiro, sem acrescentar pormenores, à margem da "Conferência Portugal-Timor Leste", na Assembleia da República.

As restantes propostas dirigem-se a apenas uma das empresas.  De fora desta subconcessão fica a Carristur, empresa dedicada ao turismo detida pela Carris. 
 
Em declarações à Lusa, no início de junho, o presidente da Transportes de Lisboa, Rui Loureiro, revelou que os contratos das subconcessões do Metropolitano de Lisboa e da Carris devem estar assinados a partir de 15 de julho. 

O Governo aprovou a 26 de fevereiro a subconcessão Metro e da Carris e, em março, foi publicado em Diário da República o anúncio do concurso público internacional. 

Entretanto, a 5 de maio, a Câmara Municipal de Lisboa informou que o Tribunal Administrativo de Lisboa aceitou as providências cautelares interpostas pelo município contra a subconcessão das duas empresas públicas, suspendendo os concursos. 

Num comunicado divulgado no mesmo dia, o gabinete do secretário de Estados das Infraestruturas, Transportes e Comunicações anunciou que a Carris e o Metropolitano entregaram no Tribunal Administrativo uma “resolução fundamentada” no interesse público que travou a suspensão dos concursos. 

O concurso público para a subconcessão da STCP, transportes públicos do Porto, foi lançado em agosto de 2014, tendo sido ganho pelo consórcio espanhol TMB - Transports Metropolitans de Barcelona/Moventis, o único que se apresentou a concurso, sendo que deverá começar a operar a partir do final de junho o Metro do Porto.