Os barcos da empresa Transtejo voltaram a parar na tarde de hoje devido a uma greve parcial dos trabalhadores, estando previsto que a circulação regresse à normalidade cerca das 20:30.

"Durante o período da tarde definido para a greve não circulou nenhuma embarcação. No balanço destes dois dias greve, podemos dizer que apenas uma tripulação trabalhou na manhã de segunda-feira, o que demonstra o descontentamento dos trabalhadores", disse à Lusa José Manuel Oliveira, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS).


O sindicalista acrescentou que os trabalhadores não aceitam que não seja feita uma atualização salarial desde 2009 e refere que em breve vão ser analisados os resultados da greve e as medidas a tomar no futuro.

Os trabalhadores da Transtejo, empresa responsável pelas ligações fluviais entre Cacilhas, Seixal, Montijo e Trafaria e Lisboa, cumprem hoje o segundo e último dia de uma greve de três horas por turno para exigirem a atualização salarial e contestarem a concessão a privados da Carris e do Metro.

A Transtejo refere que a adesão no período da tarde foi de 52%, mas confirma que as ligações estão interrompidas.

"No período da tarde foi registada uma adesão à greve na Transtejo de 52%, valor que reflete todas as áreas da empresa, quer operacionais quer administrativas. Como balanço deste dia de greve parcial há a assinalar uma adesão total de 60%", disse à Lusa fonte oficial da empresa.


Segundo a mesma fonte, as ligações fluviais do Montijo, Seixal, Cacilhas e Trafaria estão interrompidas, estando previsto que sejam retomadas pelas 20:30.

Para segunda-feira e terça-feira da próxima semana está agendada uma greve nos mesmos moldes dos trabalhadores da Soflusa, responsável pela ligação fluvial entre o Barreiro e Lisboa.

A Transtejo está integrada na Transportes de Lisboa, juntamente com o Metro, Carris e Soflusa.