A adesão à greve dos trabalhadores do serviço fluvial da empresa municipal de transportes de Aveiro - MoveAveiro - era de 50% no turno da manhã, disse à Lusa fonte sindical.

"Das quatro embarcações que estavam previstas sair até às 09:30, só saiu a das 07:45, que corresponde aos serviços mínimos", disse à Lusa João Brandão, dirigente do Sindicato dos Transportes Fluviais, Costeiros e da Marinha Mercante.

Os trabalhadores dos transportes fluviais iniciaram um período de cinco dias de greve contra os cortes salariais e para exigir o reconhecimento da antiguidade no processo de transição para a Câmara de Aveiro.

"Eles querem cortar-nos a antiguidade, se passarmos para a Câmara, e estão a reduzir os vencimentos entre os 100 e os 300 euros", disse João Brandão.


Segundo a empresa, nestes cinco dias de greve serão realizadas duas ligações, que correspondem aos serviços mínimos (ligação das 07:45 entre S. Jacinto e o Forte da Barra e das 18:20, no sentido inverso).

A partir de setembro, os 14 trabalhadores da empresa vão ser cedidos à Câmara Municipal de Aveiro, no âmbito da extinção da MoveAveiro.

Atualmente, está já em curso o concurso público para concessionar os transportes públicos rodoviários e fluviais, que permitirá à autarquia reduzir em cerca de 1,4 milhões de euros por ano o financiamento da operação de transportes.

O contrato de concessão é válido por quinze anos, prorrogável por mais cinco anos, e de acordo com a previsão do presidente da autarquia, Ribau Esteves, deverá entrar em vigor em janeiro de 2016, após o visto do Tribunal de Contas.

A concessão abrange todas as carreiras efetuadas atualmente pela empresa municipal MoveAveiro e pela Transdev, os transportes fluviais de passageiros e de viaturas, bem como a reabilitação e a gestão e exploração do Centro Coordenador de Transportes.