O presidente da Câmara Municipal de Coimbra disse esta sexta-feira estar disponível para integrar os Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC) na sociedade Metro Mondego, de forma a viabilizar a concretização do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM).

O SMM contempla a instalação de um metro ligeiro de superfície do tipo «tram-train» - com capacidade para circular nos eixos ferroviários, urbanos, suburbanos e regionais - na cidade de Coimbra e no Ramal da Lousã, onde as obras foram iniciadas mas estão interrompidas.

«Considerando a necessidade de viabilizar o projeto e de existir uma coordenação de transportes públicos coletivos, estamos disponíveis para integrar os SMTUC na Metro Mondego», referiu à agência Lusa Manuel Machado.

Segundo o autarca socialista, a integração permitiria a racionalização das carreiras e a criação de condições para o sistema de mobilidade ser rentável social e economicamente.

Manuel Machado mostrou-se ainda disponível para rentabilizar os terrenos sobrantes dentro da cidade, através do mercado imobiliário.

O presidente da Câmara revelou que esta proposta já foi apresentada ao Governo e que gostaria de ver a situação resolvida até à assembleia-geral da sociedade Metro Mondego, prevista para março.

«Espero que os estudos em curso sejam feitos de modo a que o projeto do Metro Mondego se concretize, com o acesso a fundos comunitários, e que sirva as pessoas», sublinhou.

No âmbito do projeto, estão concluídas parte das empreitadas entre Alto de São João (Coimbra) e Serpins (Lousã), no Ramal da Lousã, desativado há quase quatro anos, correspondentes à Linha Verde, primeira fase do Metro Mondego, em que foram já investidos cerca de 140 milhões de euros.

O porta-voz do Movimento Cívico de Lousã e Miranda do Corvo, Jaime Ramos, apoiou a proposta da Câmara de Coimbra de integrar os Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos (SMTUC) na empresa Metro Mondego (MM).

«Para se obter uma maior eficiência, com melhores transportes e menos custos, é fundamental uma gestão integrada. Aplaudo a proposta de Manuel Machado», disse Jaime Ramos à agência Lusa, vincando a sua concordância com a iniciativa do presidente socialista da Câmara Municipal de Coimbra.

Criado há 12 anos para reivindicar a eletrificação e a modernização do ramal ferroviário da Lousã, entre Serpins e Coimbra B, o Movimento Cívico de Lousã e Miranda do Corvo, que agora abrange também os municípios de Coimbra e Góis, tem vindo exigir a conclusão das obras do metro ligeiro.