O ministro-adjunto Miguel Poiares Maduro reafirmou esta terça-feira que o projeto da Metro Mondego «não é minimamente sustentável» e disse que o Governo está empenhado numa solução diferente para o Ramal da Lousã.

«Ainda não há um modelo final», disse Miguel Poiares Maduro, em Vila Nova de Poiares, perante vários autarcas da região, incluindo os socialistas Luís Antunes e Miguel Baptista, presidentes dos municípios da Lousã e de Miranda do Corvo, respetivamente, que integram a MM e que foram servidos pelo comboio durante mais de 100 anos, até 2009.

Importa, na sua opinião, «abordar esta questão com alguma frontalidade», para que não sejam «criadas falsas expectativas como no passado».

Frisando que a opção a tomar «não será a solução originária» concebida pela Metro Mondego, o ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional reiterou a necessidade de resolver o problema da ligação entre Serpins e Coimbra B, um ramal ferroviário que funcionava desde 1906 e que foi encerrado há cinco anos para permitir obras que visavam a implantação de um sistema de metro.

Lançadas pelo último Governo de José Sócrates, sem recurso a fundos europeus, as empreitadas foram interrompidas logo a seguir por razões financeiras.

Miguel Poiares Maduro intervinha no Centro Cultural de Poiares, na cerimónia do feriado municipal, comemorativo do 117.º aniversário da restauração definitiva do concelho.

No final da sessão, a agência Lusa perguntou ao ministro se será de natureza ferroviária a solução a escolher pelo Governo para o Ramal da Lousã.

Miguel Poiares Maduro optou por «não antecipar» a opção tecnológica a definir no âmbito da candidatura aos apoios comunitários, que está a ser elaborada pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro.

Há um mês, de visita a Miranda do Corvo, a convite da Fundação ADFP, liderada pelo médico social-democrata Jaime Ramos, porta-voz do Movimento Cívico de Lousã e Miranda do Corvo, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, reiterou o empenho do Governo na reposição do transporte público entre Serpins e Coimbra, admitindo que a solução venha a passar por autocarros elétricos.