A entrada em funcionamento da nova estação do Metropolitano de Lisboa na Reboleira, concelho da Amadora, com ligação à linha ferroviária de Sintra, deve ocorrer "no início do segundo trimestre deste ano", informou hoje a empresa transportadora.

"Relativamente à estação de metro da Reboleira, prevemos que a sua abertura ocorra no início do segundo trimestre deste ano", respondeu à Lusa o gabinete de comunicação da Transportes de Lisboa (TL), que integra a rodoviária Carris, o Metropolitano e a Transtejo.

Segundo a presidente da Câmara da Amadora, Carla Tavares (PS), a obra de requalificação da Avenida D. Carlos I, na envolvente do novo interface, "está a decorrer como o previsto e deverá ser cumprido o prazo para a sua conclusão, durante o mês de março".

A transportadora escusou-se a disponibilizar mais informação sobre a obra, nomeadamente em relação aos motivos do novo atraso, depois de, em dezembro, ter apontado "a conclusão dos trabalhos de prolongamento no início de 2016 e que a abertura da estação [ocorreria] durante o primeiro trimestre".

O Metropolitano tinha previsto, em junho de 2015, "a abertura à exploração até ao final" do ano, após terem sido retomados os trabalhos do novo troço Amadora Este/Reboleira, obra programada para ficar pronta em 2010, mas que sofreu problemas de financiamento.

O prolongamento a partir da estação Amadora-Este, em cerca de 579 metros, "insere-se na estratégia de reforço da intermodalidade com a ferrovia e assegurará a ligação da Linha Azul com a linha de comboios de Sintra", explicou anteriormente a TL.

A empreitada de acabamentos em curso, orçada em 8,795 milhões de euros, contempla as especialidades "de construção civil, baixa-tensão, telecomunicações, via-férrea, eletromecânica e arranjos exteriores à superfície na zona adjacente à estação, na Rua das Indústrias e no Parque Armando Romão".

"O valor global do empreendimento é de cerca de 60 milhões de euros", revelou a TL, contabilizando o investimento da primeira fase, que também está abrangido por financiamento comunitário de 42,5 milhões do Fundo de Coesão, para despesas de 2007 a 2015.

A requalificação da Avenida D. Carlos I, entre o Bingo do Estrela da Amadora e a estação de comboios da Damaia, representa um investimento de cerca de 600.000 euros.

Além do reforço de estacionamento, com "mais 50 lugares", a acrescentar ao já existente na via pública e no interface, a intervenção inclui a renovação de zonas de estadia e de iluminação pública, frisou a autarca.

A câmara propôs que a nova estação adotasse a denominação de Amadora-Sul, mas Carla Tavares explicou que irá "manter o nome de Reboleira", por uma questão de uniformidade em termos da rede de transportes.

A ligação do Metro aos comboios será coberta e junto ao interface serão criados 10 terminais para autocarros e mais quatro nas proximidades.

A Linha Azul do Metro passará a ter a extensão de 13,7 quilómetros, com 18 estações entre a Reboleira e Santa Apolónia (Lisboa), estimando-se que a ligação à linha ferroviária de Sintra gere uma procura "de cerca de quatro milhões de passageiros/ano".