O Acordo Transatlântico de Comércio Livre, em discussão entre os EUA e a União Europeia, deve ser «aberto, transparente e abrangente» e evitar a fragmentação do comércio mundial, defendeu esta segunda-feira o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Os novos acordos de liberalização do comércio «devem ser abertos, transparentes e abrangentes», afirma a instituição liderada por Christine Lagarde num relatório divulgado esta segunda-feira e citado pela agência noticiosa France Press (AFP), referindo-se especificamente ao Acordo Transatlântico de Comércio Livre (TTIP, na sigla em inglês).

O acordo, que visa eliminar barreiras alfandegárias e regulamentares entre os Estados Unidos e a União Europeia, está a ser negociado desde 2013 entre as duas partes, e as negociações têm conclusão prevista até ao final deste ano.

O FMI teme que o futuro acordo leve a «uma fragmentação» do comércio mundial e para evitar esse resultado, defende que EUA e União Europeia devem procurar «minimizar a discriminação» dos países que não são signatários e evitar «a impressão de que o comércio está a progredir para um ‘clube’ de países privilegiados».