O tráfego total dos serviços postais em Portugal desceu 3,6% no segundo trimestre, face igual período de 2014, e as receitas caíram 8,4% para 162 milhões de euros, anunciou hoje o regulador Anacom.

Em comunicado, a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) adianta que no final de junho o tráfego total dos serviços postais ascendeu a 208 milhões de objetos, registando uma quebra de 8,8% face aos primeiros três meses do ano.

As receitas dos serviços postais totalizaram 162 milhões de euros no segundo trimestre, menos 8,4% que em igual período de 2014.

"A receita média por objeto diminuiu 5% face ao trimestre homólogo de 2014", adiantou.


Do tráfego total, cerca de 85,9% respeitam a envios feitos no âmbito do serviço universal (correspondências, catálogos e livros até 2 quilos, encomendas até 10 quilos, envios registados, entre outros), acrescentou a Anacom.

O tráfego abrangido pelo serviço universal caiu 9,4% relativamente ao trimestre anterior e de 5,1% face ao período homólogo.

Do total de objetos distribuídos, 96,4% destinaram-se ao mercado nacional, enquanto os restantes 3,6% tiveram como destino outros países.

Mais de dois terços (78,5%) do tráfego postal foi de correspondências, 9,2% dizia respeito a publicidade endereçada e 7,7% a correio editorial. As encomendas representam 4,6% do tráfego total.

O grupo CTT dispõe de uma quota de 94,8% do tráfego postal total, valor que desce para 34,8% no segmento expresso, em que os operadores alternativos têm mais de 65% do mercado.

O número de pontos de acesso à rede postal, de 13.245, registou um aumento de 2,8%.