A taxa de desemprego nos países membros da OCDE manteve-se estável em maio em 7,4%, o mesmo valor que em junho, informou esta quarta-feira a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

Esta taxa de desemprego de 7,4% na OCDE significa que 44,7 milhões de pessoas estavam desempregadas nos 34 Estados membros, menos 5,1 milhões de pessoas do que no 'pico' de abril de 2010, mas mais 10,1 milhões do que em julho de 2008, refere a organização.

Na zona euro, a taxa de desemprego em maio foi de 11,6%, menos 0,4 pontos percentuais do que no mês homólogo do ano passado. Portugal foi o país da zona euro onde o desemprego mais caiu em maio em relação ao mês homólogo de 2013, ao recuar para 14,3%, menos 0,3 pontos percentuais.

A Holanda e a Áustria, com recuos de 0,2 e 0,1 pontos percentuais, foram a seguir a Portugal os dois países que registaram maiores quedas do desemprego em maio deste ano face ao mesmo mês de 2013.

As taxas de desemprego na Holanda e na Áustria caíram em maio para 7% e 4,3%, respetivamente.

Em sentido contrário, a taxa de desemprego em maio subiu 0,1 pontos percentuais no Luxemburgo para 6,3%, na Irlanda para 12% e em Itália para 12,6%.

Em maio e face a junho, a taxa de desemprego em ritmo anual desceu 0,1 pontos percentuais no Japão para 3,5%, mas subiu 0,1 pontos percentuais no Canadá para 7% e no México para 5,1%.

No comunicado, a OCDE refere ainda que a taxa de desemprego das mulheres em maio era de 7,5%, mais 0,2 pontos percentuais do que a dos homens (7,3%).

Em relação à taxa de desemprego dos jovens no seio da OCDE, a organização indica que esta se cifrou em maio em 15,0%, mais 0,2 pontos percentuais do que no mesmo mês de 2013, menos 2,3 pontos percentuais do que no 'pico' de outubro de 2009, mas mais 2,0 pontos percentuais do que o nível de julho de 2008.

A OCDE adianta que a taxa de desemprego dos jovens continua «excecionalmente elevada» em vários países da zona euro, designadamente na Grécia (57,7% em março, último dado disponível), em Espanha (54,0%), em Itália (43%), em Portugal (34,8%) e na Eslováquia (32,4%).