O Instituto Nacional de Estatística revelou a estimativa provisória do desemprego para novembro de 2016: a taxa deverá ter baixado para 10,5%. É o valor mais baixo dos últimos sete anos.

Para outubro há já valores finais: a taxa de desemprego caiu três pontos percentuais para 10,6%. Foi esse o recuo tanto em termos mensais como no trimestre e é melhor em 0,2 pontos em relação à estimativa anterior.

Em novembro, tudo aponta para que13.700 adultos tenham conseguido livrar-se do desemprego (-3,1%), 7.900 homens e 3.200 mulheres. 

Já o desemprego entre os jovens aumentou, neste caso 2,8%. Mais 2.800 pessoas entre os 15 e os 24 anos.

Mesmo assim, havia, no total, mais de meio mihão de pessoas pessoas sem trabalho - 534.300 mais concretamente. Cerca de 11.000 (-2%) deixou as estatísticas negras face ao mês de outubro.

Já a população empregada foi estimada em 4.574.400 pessoas, menos 5.300 em relação ao mês anterior.

PS enaltece resultados

O partido do Governo foi o primeiro a reagir aos números do INE, dizendo que mostram uma "recuperação generalizada" de todos os setores da economia portuguesa.

Ao contrário do que alguns disseram, os bons resultados do trimestre anterior [terceiro trimestre de 2016] não se deveram apenas a fatores conjunturais, do turismo, mas sim a uma recuperação generalizada de todos os setores da economia portuguesa"

 O porta-voz do PS, o deputado João Galamba, considerou "que o INE nos vem dizer é que a criação de emprego mantém-se e há uma forte revisão em baixa da taxa de desemprego".

Em declarações aos jornalistas, no Parlamento, antecipou que Portugal terá acabado 2016 "muito provavelmente" não só com uma "economia em franca aceleração" mas também gerando emprego que "não tem nada a ver com fatores conjunturais de turismo no verão". "E acabaremos o ano com o défice mais baixo da democracia portuguesa", vincou.

Questionado sobre a tendência de subida dos juros da dívida portuguesa, João Galamba admitiu preocupações com esse indicador, mas reforçou que pode haver várias explicações para tal, mas a "politica e estratégia" do governo não é "seguramente" uma das razões. O primeiro-ministro já disse entretanto estar "confiante" que essa pressão no mercado da dívida vai baixar.