A CGTP convocou uma manifestação para sábado, no Porto, contra a exploração e o empobrecimento e pelo direito ao trabalho e ao trabalho com direitos.

A concentração está prevista para as 15:30, na Praça do Marquês, com deslocação para a Praça da Liberdade, sob o lema «Acabar com esta política de direita ¿ Governo Rua! - Por uma política alternativa, de Esquerda e Soberana».

Este protesto, que antecede a manifestação convocada para o dia 21, em Lisboa, destina-se também a combater as recentes alterações propostas pelo Governo ao Código do Trabalho.

A CGTP contesta a «destruição» da contratação coletiva, a redução dos salários, o aumento dos impostos e o aumento do desemprego em Portugal.

A manifestação servirá também para defender a reposição das 35 horas de trabalho semanais na função pública ¿ que atualmente cumpre 40 horas semanais ¿ e exigir a publicação imediata dos Acordos Coletivos de Entidade Empregadora Pública (ACEEP), assinados entre os sindicatos e vários organismos do Estado, mas que o secretário de Estado da Administração Pública, Leite Martins, rejeita promulgar.

A reposição dos salários e das pensões figura entre as reivindicações da CGTP, bem como a restituição dos dias feriados cortados e, desde já, do Dia do Corpo de Deus, que este ano se assinala a 19 de junho.

A central sindical exige, por fim, a melhoria da proteção social e a demissão do Governo, bem como a realização de eleições legislativas antecipadas.

Além dos manifestantes vindos de todos os concelhos do distrito do Porto, vão integrar o protesto cidadãos dos distritos de Aveiro, Braga, Bragança, Coimbra, Guarda, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu.

No final do desfile pelas ruas do Porto está prevista uma intervenção do secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, na Praça da Liberdade.