A adesão à greve dos trabalhadores na central da Valorsul, em Loures, rondava às 08:30 os 80%, adiantou fonte do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Centro-Sul e Regiões Autónomas.

«A informação que nós [sindicato] temos é que na Valorsul só estão a funcionar na central os serviços mínimos e mais alguns trabalhadores da zona administrativa. No aterro sanitário, além dos serviços mínimos só estão dois trabalhadores, o que quer dizer que na nossa perspetiva a greve referente ao turno das 08:00 ronda os 80%», disse à Lusa o dirigente sindical Navalha Garcia.

A greve dos trabalhadores contra a privatização da empresa, teve início às 00:00 e vai durar quatro dias.

Em declarações à Lusa, Navalha Garcia disse que não houve depósito de lixo na central, nem no aterro sanitário.

Em relação aos restantes municípios abrangidos pela Valorsul, Navalha Garcia disse que «há câmaras que vão recolher o lixo» e que, ou elas próprias «farão o armazenamento temporário do lixo, ou vão tentar manter os resíduos nas viaturas», até ao final da greve.

Na origem da greve está a privatização de 100% da participação do Estado na Empresa Geral de Fomento, uma sub-holding do grupo Águas de Portugal para o setor dos resíduos, aprovada no final de janeiro pelo Conselho de Ministros.

A EGF é responsável pela recolha, transporte, tratamento e valorização de resíduos, através de 11 empresas concessionárias, da qual faz parte a Valorsul, situada no concelho de Loures e que serve 19 municípios da Área Metropolitana de Lisboa e da zona Oeste.

A empresa de resíduos Valorsul serve os municípios de Alenquer, Alcobaça, Amadora, Arruda dos Vinhos, Azambuja, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Lisboa, Loures, Lourinhã, Nazaré, Óbidos, Odivelas, Peniche, Rio Maior, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira.