O Sindicato Nacional dos Motoristas (SNM), que convocou uma greve dos trabalhadores dos Transportes Sul do Tejo (TST), estimou em cerca de 75% a adesão dos motoristas à paralisação desta quarta-feira.

«A percentagem [de adesão] é elevadíssima, apesar das pressões que têm existido por parte da empresa aos associados do SNM. A empresa está a obrigar os trabalhadores a ficarem em casa, a vedar-lhes o direito ao trabalho, alegadamente por estarem em descansos compensatórios», disse à Lusa Manuel Oliveira, do SNM.

«Isto é uma falácia, porque a empresa já deveria ter concedido estes créditos aos trabalhadores e não concedeu. A TST está a usar este tipo de artifício para tentar desmobilizar os trabalhadores da greve», disse.

O sindicalista explicou que desde que o Código do Trabalho prevê a atribuição de um dia de descanso compensatório por cada 32 horas de trabalho extraordinário, essa norma nunca foi aplicada pela empresa aos trabalhadores, o que motivou um processo judicial do sindicato contra a TST.

Manuel Oliveira acrescentou que «esta imposição» de descanso compensatório na TST motivou um forte descontentamento entre os trabalhadores, que na terça-feira levou mesmo à concentração de cerca de 20 motoristas frente à sede da empresa, em protesto.

«Não estiveram mais por causa da intempérie», afirmou o sindicalista.

Os motoristas da TST estão hoje em greve ao longo de todo o dia e voltam a parar a 31 de dezembro e 01 de janeiro.

A Lusa contactou a TST, mas não foi possível obter qualquer reação.