A adesão à greve parcial desta segunda-feira na Transtejo foi de 75% no período da noite e manhã, anunciou a empresa, com o sindicato a contrapor que cerca de 90% dos trabalhadores aderiram à paralisação.

"No período noite/manhã, registou-se uma taxa de 75% que reflete, apenas, a adesão à greve por parte dos trabalhadores das áreas comercial e operacional, cujos turnos estão abrangidos pelo aviso de greve", disse à Lusa fonte oficial da Transtejo.

Os trabalhadores da Transtejo, empresa responsável pelas ligações fluviais entre Cacilhas, Seixal, Montijo e Trafaria e Lisboa, cumprem hoje e terça-feira uma greve de três horas por turno para exigirem a atualização salarial e contestarem a concessão a privados da Carris e do Metro.

No primeiro período da greve do dia, as ligações entre as duas margens do rio Tejo estiveram paradas, com exceção para os serviços mínimos decretados e para uma embarcação que fez a ligação entre Cacilhas e o Cais do Sodré, tendo começado a ser retomadas cerca das 09:00.

Em declarações à agência Lusa, José Manuel Oliveira, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS), fez um balanço positivo do primeiro período de greve.

"Fazemos um balanço muito positivo, pois não houve barcos a circular na Transtejo durante o período de greve, com exceção de uma carreira. Ainda não temos os valores concretos de adesão, mas, de certeza que cerca de 90% dos trabalhadores aderiram à greve", afirmou.

Para o período da tarde, as ligações vão de novo parar, afetando, em especial, as horas de ponta. As carreiras fluviais vão começar a parar pelas 16:30 e vão depois ser retomadas cerca das 20:30.

"Para o período da tarde esperamos que a adesão se mantenha e, como não existem serviços mínimos decretados, acreditamos que as ligações vão parar por completo", disse José Manuel Oliveira.

A Transtejo está integrada na Transportes de Lisboa, juntamente com o Metro, Carris e Soflusa.