As estações do Metropolitano de Lisboa estão hoje encerradas devido a uma greve parcial dos trabalhadores da empresa cuja adesão ronda os 100 %, disse à Lusa Paulo Machado, da Federação dos Sindicatos dos Transportes.

Em declarações à Lusa cerca das 07:40, Paulo Machado adiantou que, «apesar de ser relativamente cedo» e de alguns operacionais «entrarem só às 8:00», a adesão está «muito próxima dos 100%».

«As estações estão fechadas e prevê-se que assim fiquem até às 10:30», frisou Paulo Machado da FECTRANS.

À semelhança do que aconteceu nas últimas greves, a Carris vai reforçar algumas das suas carreiras de autocarros coincidentes com os eixos servidos pelo metro, durante esse período, nomeadamente os percursos 726 (Sapadores-Pontinha Centro), 736 (Cais do Sodré-Odivelas), 744 (Marquês de Pombal-Moscavide) e 746 (Marquês de Pombal-Estação Damaia).

Entre os motivos para estas paralisações está o decreto-lei 133/2012, que «pretende abrir as portas à concessão da empresa e, uma vez mais, reduzir trabalhadores, reduzir os seus direitos e reduzir a sua remuneração», afirmou a sindicalista Anabela Carvalheira em anteriores declarações à Lusa.

Os funcionários do Metropolitano de Lisboa contestam também o Orçamento do Estado para 2014, que, dizem, «visa uma vez mais os trabalhadores do setor empresarial do Estado, com cortes brutais, encaminhando estes trabalhadores para uma situação insustentável», acrescentou.

O Orçamento prevê, por exemplo, a redução da indemnização compensatória.