O Metropolitano de Lisboa informou terça-feira que

o serviço de transporte vai estar suspenso entre as 06:30 e as 11:00 de quarta-feira.

Em causa está a greve parcial convocada pelas organizações sindicais representativas dos trabalhadores do Metro.

Segundo um comunicado da empresa, citado pela Lusa, a circulação do Metro prevê-se normalizada a partir das 11:30. Durante o período de greve, «a CARRIS efetuará o reforço das carreiras de autocarros que coincidem com os eixos servidos pelo metropolitano, designadamente das carreiras 726, 736, 744 e 746».



O reforço de transportes da CARRIS irá colocar em serviço «um número suplementar de autocarros, pelo que não será afetado o normal funcionamento do serviço, embora se prevejam dificuldades no trânsito em Lisboa», refere

a empresa.



De acordo com informação divulgada no site da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), esta greve é marcada «numa altura em que o Governo vai fazer aprovar novos cortes dos salários a partir do

próximo mês, durante o qual, de acordo com as declarações do secretário de Estado dos Transportes, será lançado o concurso para a subconcessão da empresa».



A dirigente da Fectrans, Anabela Carvalheira, disse à Lusa que a greve está marcada para decorrer entre as 05:00 e as 11:00 para a generalidade dos trabalhadores e entre as 08:30 e as 12:30 para os trabalhadores administrativos

e técnicos superiores.



Para o mesmo dia foi convocada uma concentração dos trabalhadores, entre as 08:00 e as 10:00, na Avenida Sidónio Pais, onde se situam os Serviços de Fiscalização do Metro.



O Conselho de Administração do Metropolitano de Lisboa comunicou o empenho na «prossecução das medidas necessárias que garantam a sustentabilidade e a qualidade do serviço de transporte, que o Metro de Lisboa disponibiliza diariamente aos seus cerca de 500.000 clientes».